domingo, fevereiro 04, 2007

Explicações

Coloco apenas duas perguntas para que alguém me elucide. Espero que desta vez respondam mais perguntas do que aqui, que é para eu arrumar as ideias:

1-se os do Sim, são os desumanos, os criminosos, os abortistas, os assassinos, e as pessoas do Não os que defendem a Vida a todo o custo e acham que a Vida deve prevalecer a qualquer custo, contra a autodeterminação da mulher inclusive, então porque é ainda não ouvi ninguém
( salvo o Prof. César das Neves e o Eng. Fernando Santos que foram silenciados rapidamente) defender a revogação das alíneas c) e d) do nº1 do art.142 do actual Código Penal, respectivamente o aborto justificado pela violação da mulher (que põe em causa a sua autodeterminação sexual, e os casos em que a criança pode nascer com má formação congénita, como por ex. trissomia 21? São formas menores de vida? Pois eu vivo com uma pessoa, com problemas mentais, há muitos anos e não é nenhuma forma menor de vida, antes pelo contrário.

2- Qual é a intenção dos defensores do Não de , de repente, virem todos defender a despenalização da mulher ? E dessa forma atrair eleitorado confuso enquanto proclamam que Não se pode fazer, mas se se fizer não se sofre qualquer consequência. Então o efeito final não é o mesmo que deixar fazer?
Pois, mas o Sim é que tem um Sim light, um sim obscuro, um sim mentiroso. Os outros são uns santos.

18 Comments:

Anonymous duarte said...

Ajudem-me só numa coisa:

Se a lei mudar, não é aí que vão começar a ser presas mulheres por abortarem?

Como já disseram (governo e ilustres magistrados) se o Sim ganhar, a lei vai ser mudada,e então é que vai ser mesmo para ser aplicada! Muito bem...

Ora, e as mulheres que abortarem depois das 10 semanas?

Ou que por vergonha ou desinformação continuarem a recorrer ao aborto clandestino (que parecemos concordar que não vai desaparecer com a liberalização)?

Se a lei é para cumprir...

Eu sou contra a prisão das mulheres, por isso voto NÃO!

11:08 da tarde, fevereiro 04, 2007  
Anonymous Anónimo said...

Resposta à pergunta nº 2
Eles estão a perceber que enveredaram pelo caminho errado (exactamente como em 1998). Aterroriza-os um argumentário como o utilizado por Manuela Ferreira Leite; que disse hoje na RTP1 às 20h00, que uma gravidez indesejada era como um acidente ou uma doença. Não a esperavamos e tínhamos que aguentá-la/aturá-la. Como se ter um filho fosse uma obrigação ou uma coisa que se tivesse que aguentar. Os "assassinos" dos valores e da moral deste povo português são esta esta cambada de apologistas de uma moralidadezinha ignóbil e (in)justa na qual nem os próprios conseguem aguentar-se de pé!...

11:19 da tarde, fevereiro 04, 2007  
Anonymous Anónimo said...

Mais uma da Igreja

Os miúdos estão convocar os pais -oralmente- para sessões da catequese - sem assunto - a realizar
nas noites da parte final da próxima semana.


Porque será?
Supeito que seja para analisar as três derrotas dos Dragões em 2007.

11:26 da tarde, fevereiro 04, 2007  
Anonymous anasilva said...

Resposta a 1. Nâo, o que os do Não querem afirmar é que a lei como está é completamente suficiente. Fazer os abortos nos casos citados também é terrível, mas ao menos há a essa justificação que deve mais respeitada pela sociedade porque se tratam de casos que são delicados.

12:23 da manhã, fevereiro 05, 2007  
Anonymous anasilva said...

Anónimo

Qual é o problema de a Igreja prestar o serviço de esclarecimento aos pais?

12:28 da manhã, fevereiro 05, 2007  
Blogger MissHyde said...

Resposta a nr 2. Os defensores do Não são também pela despenalização da mulher caso ela faça o aborto. Por exemplo, se um toxicodependente for apanhado a consumir drogas, este não deve ser punido, porque este tem um problema (o vício) que não lhe deve ser motivo de prisão pela razão de esse ser um problema com a qual o mesmo não consegue lidar. Da mesma maneira, uma mulher não deve ser presa por fazer um aborto, porque esse acto destrutivo (tanto para ela como para o bebé) é para ela um problema, que ela achou porém que seria a única solução que a mesma teria, mas que é uma solução que a danifica porque lhe pode até causar traumas físicos, psíquicos, etc. Porém a despenalização nao significa que se deva liberalizar o acto de abortar, porque da mesma forma não é pela razão de que existem toxicodependentes que arruinam as suas vidas pelo consumo de drogas, que estas devem então ser legalizadas.

12:48 da manhã, fevereiro 05, 2007  
Anonymous Anónimo said...

Serviço de Esclarecimento aos pais?
Mas, qual serviço de esclarecimento?
A ameaça de excomunhão?
por favor. Não temos 4 anos nem este mundo é um conto de fadas!
todos dizem que os partidos políticos devem estar fora desta discussão. Eu discordo. Mas, a igreja pode prestar sessões de esclarecimento aos pais? Os padres nas suas homílias podem apelar ao voto não? Por favor! Porquê?
Se a igreja quer prestar sessoes de esclarecimento aos pais porque é que nas igrejas circulam abaixo assinados pelo não?

2:06 da manhã, fevereiro 05, 2007  
Anonymous Ana said...

Quanto aos outros eleitores que votam no Não, não posso responder, mas na minha opinião mesmo nios casos que estão previstos na lei eu defendo a Vida acima de tudo. E não quer dizer que, por votar Não neste referendo concorde necessariamente com a Lei anterior, pois não concordo. Mas já existe, é um facto!

Quanto à questão que coloca sobre se o valor da vida das pessoas com algum tipo de deficiência ser menor! Concordo plenamente consigo, não, não é menor. E por isso, também por essa razão, voto Não.

10:45 da manhã, fevereiro 05, 2007  
Anonymous Anónimo said...

Esta coisa de ser contra a prisão das mulheres e votar NÃO faz-me rir... Isso e todas as mentiras e falácias do lado do NÃO... Dia 11 veremos...

EU SOU CONTRA A PRISÃO DAS MULHERES, VOTO SIM!

11:26 da manhã, fevereiro 05, 2007  
Anonymous Lu said...

1 - O que está em causa neste referendo não é a revogação da lei actual (ou partes dela), mas sim a alteração proposta, que a torna completamente permissiva, aumentando o número de abortos, as despesas do serviço nacional de saúde, diminuindo a responsabilidade sexual dos cidadãos e suprimindo todos os direitos do pai antes do nascimento. Lembrem-se de que, no Reino Unido, o aborto aumeuntou 733% após ser legalizado, dados do Eurostat.
E depois, julgo que a maioria dos apoiantes do Não até nem se abriga da actual lei para resolver os seus problemas. Desejam e aceitam os filhos com malformações, tal como qualquer outra criança. Evidência disso é que existem muitas crianças e jovens com deficiências detectadas durante a gravidez. E nasceram, mesmo sem a lei obrigar os pais a tal. Evidência disso é também eu por violação... e ter aceite a gravidez, porque não iria apagar um crime com outro crime, nem um trauma com outro trauma. Também ninguém obriga estas mulheres a ter os filhos. Os apoiantes do Não têm uma convicção básica, que é a do valor supremo da vida humana e mantêm-se fiéis à mesma, independentemente da lei actual - que ao menos obriga a mulher a ter uma justificaação para abortar.

2 - Os apoiantes do Não nunca advogaram a prisão das mulheres que abortam, até porque actualmente nenhuma delas é presa. Assim como não são presas as pessoas que abandonam animais de caça ou as que partem ovos de cegonha. Porém, também são crimes. Todos estes actos têm uma conotação negativa sendo por isso penalizados.
A penalização não tem por finalidade, nestes casos, colocar pessoas na prisão.
Serve, isso sim, para prevenir que se tornem comuns e recorrentes comportamentos que são negativos e que devem ser evitados. Se partir um ovo de cegonha é mau, porque não há de ser mau matar um feto humano, sem qualquer justificação? De que é precisamos mais? De cidadãos ou de cegonhas e perdigueiros?

1:45 da tarde, fevereiro 05, 2007  
Blogger David Sanguinetti said...

Caro anónimo,

Eu sou contra a prisão das mulheres, e por isso voto "não" a esta pergunta.

Porquê? Porque nos moldes como esta pergunta se apresenta, a mulher continua com 3/4 do tempo médio de gravidez exposta a pena de prisão por efectuar aborto.

Na realidade, esta lei não serve e, a ser aplicada uma lei de despenalização, focar-se-ia apenas e unicamente na despenalização do acto, sem imposição de limites (como o pouco fundamentado e incoerente das 10 semanas), sem legar para a mulher a exclusividade do direito a decidir, e sem oferecer os serviços dos hospitais públicos para abortos a pedido.

Limitar-se-ia a retirar a pena de prisão às mulheres, ponto com o qual creio estarmos todos de acordo.

Melhores Cumprimentos,
David Sanguinetti

1:49 da tarde, fevereiro 05, 2007  
Blogger Filosórfico said...

OBJECTIVO DO SIM

“ Tornar o aborto legal, mas raro e seguro”- objectivo do “Sim” assumido por paula Teixeira da Cruz

Macabro, ilógico e fantasioso !

Macabro, porque o que se pretende tornar seguro é a eliminação de um ser humano. Não é como proporcionar consumo de droga em sala de chuto: é proporcionar em clínica a morte de um semelhante !
Pior, se bem pensarmos, do que proporcionar segurança à violação ou à pedofilia...

Ilógico, porque justificaria, até com maioria de razão, despenalizar igualmente o abortamento até ao nascimento.

Fantasioso, porque nunca a despenalização de um acto, desde o homicídio à condução em contramão,pode servir para diminuir o seu número. De contrário, que utilidade teriam os códigos penais ?!

8:13 da tarde, fevereiro 05, 2007  
Anonymous Diogo Morais Barbosa said...

Tantas perguntas no último tempo. Vamos lá então a mais estas duas.

1º- Concordo que isso seja um erro, que haja muitas pessoas do não que se contradizem. Eu não estou em política, sei que há erros tambem neste aspecto. Contudo, não é isso que se está a discutir no referendo, mas sim a resposta àquela pergunta gigante, que encurto da segunte forma: concorda com a despenalização (diferente de liberalização não sei pk, na medida em que não gá restrições) aborto realizado por opção da mulher até às dez semanas (às 10 e um dia já não!!).
Eu sou pela vida em todas as situações. E sou-o em primeiro lugar porque não me abortaram, nem a quem me leu. Não concordo com esta selecção natural: se é deficiente pode, etc.

2ºdisseste bem, a despenalização, não a liberalização. Por favor, tu que enunciaste tão bem os artigos concerteza saberas que nem todos os crimes são punidos com prisão. As pessoas do não defendem o que sempre defenderam: a vida e a mãe! os do sim só defendem a mae, ainda não vi nenhum post sobre os filhos.

10:36 da tarde, fevereiro 05, 2007  
Anonymous Diogo Morais Barbosa said...

Corrijo-me: não defendem a mãe, defendem a mulher.
Porque uma alternativa como esta não defende a mãe em circunstância alguma, visto que deixa de o ser matando o feto!
Mais uma coisa engraçada na pergunta: interrupção da gravidez?? mas depois volta? é claro que não; logo, não estamos perante uma interrupção mas sim uma eliminação.

10:39 da tarde, fevereiro 05, 2007  
Anonymous Anónimo said...

Anónimo

Qual é o problema de a Igreja prestar o serviço de esclarecimento aos pais?


Saiba que mentir e omitir é pecado,
e grosseiramente hipocrita.

Para "esclarer" ou mesmo esclarer, então que convoquem os pais anunciando o motivo e objectivo das sessões.
Não?

12:34 da manhã, fevereiro 06, 2007  
Anonymous anasilva said...

Anónimo

Mas como sabe que os catequistas convocaram esses pais com essa e única intenção? lol? :)

1:42 da tarde, fevereiro 06, 2007  
Anonymous Anónimo said...

Desculpe sou muito ingénuo...

O catequista convoca uma reunião
para quinta á noite, quando costumam ser ao sabado;
Não nada sobre o assunto, quando é normal faze-lo...

Vamos abordar o 3 segredo de Fátima ou as derrotas dos Dragões?


????????


Só come palha quem quer..

12:37 da manhã, fevereiro 07, 2007  
Anonymous anasilva said...

Anónimo:

Mas porque razão dá essa importância desmedida ao trabalho da Igreja? Afinal todas as pessoas têm a sua grande e própria cabeça para pensar, não é verdade? Tal como os apoiantes do Sim dizem que toda a mulher tem toda a capacidade para decidir se pode ou não fazer um aborto, a população portuguesa tem também a capacidade para decidir se a mulher deve ou não ter o direito de poder fazer livremente um aborto. Então se dizem que as mulheres não são "parvas" e chamarem a população portuguesa do mesmo, aonde querem chegar? :S

12:45 da tarde, fevereiro 07, 2007  

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