segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Prós e Contras

Parece que afinal um não chegou. Parece que desta vez as hostes vão ser mais mobilizadas. Parece que mais um confronto se avizinha.
Faça-me só um favor, se ainda estiver indeciso por esta altura, evite. Porque se está indeciso, e com as tensões que te têm vivido, logo à noite vai ficar ainda mais.

8 Comments:

Anonymous Lu said...

Tanto quanto sei, "um não chegou" porque o Sim não ficou satisfeito com o resultado do primeiro, então pediu outro. Querem levar outra abada? Podiam esperar pelo dia 11. :)

1:51 da tarde, fevereiro 05, 2007  
Anonymous Anónimo said...

Por que raio o Eduardo Pinto sugere aos indecisos que não vejam?
Será porque em todos os debates ganha sempre o NÂO?!!
Quantos mais debates, mais indecisos se decidem a votar não ao Aborto. E ainda faltam 6 dias.

4:05 da tarde, fevereiro 05, 2007  
Anonymous Luís said...

No primeiro Prós e Contras foi visivel a atrapalhação do não, a começar pelas incoerências dos que o representavam(como aquela do Aguiar ser contra a pergunta mas ter votado favorávelmente por ela no Parlamento, de acharem que está tudo bem mas não quererem que a actual lei seja aplicada, e outras como estas). Porque o não saíu derrotado a RTP faz o frete de repetir o espectáculo...poruqe no im de contas o não tem a esperança de que a confusão se instale

4:14 da tarde, fevereiro 05, 2007  
Blogger Eduardo Pinto Bernardo said...

cara Lu a caro anónimo:
- levar "abada" e "o não ganha sempre",. Pois, ganhou o não no primeiro, ganhou só se foi na hipocrisia do Dr. Aguiar Branco a dizer que não é o Codigo Penal que está em causa e no dia a seguir vem apresentar uma proposta para alterar o código penal de forma a que as mulheres não sejam penalizadas. E ganhou a querida Laurinda alves em não deixar a Fernanda Cãncio falar e em dizer que a lei portuguesa é boa porque não deixar abortar crianças de 14 anos que engravidam e depois não faz nada e deixa que estas tenham uma overdose de cicotec porque ninguém a apoiou e deixou-a argada aos abutres do aborto clandestino.
Realmente, por esse aspecto o Não ganhou definitivamente.

7:21 da tarde, fevereiro 05, 2007  
Blogger Filosórfico said...

O QUE OS DO SIM ACHAM

Os do “sim” acham que se deve despenalizar o abortamento – de que eles não gostam – uma vez que as grávidas só abortam por necessidades múltiplas.
Logicamente, têm de achar também que se despenalize o aborto até aos nove meses e o lançamento de recém-nascidos ao caixote do lixo, visto que que as mulheres só o fazem por necessidades múltiplas.

Acham também que a despenalização não vai originar um maior número de abortos.
Logicamente, têm de achar também que a despenalização do roubo, da pedofilia, ou da circulação em contramão, e mais delitos, não provocará o seu aumento; de modo que devem deitar-se às urtigas todos os códigos penais do mundo.

Acham ainda que o aborto é degradante para as mulheres se praticado clandestinamente ( ainda, portanto, que elas usem , como é vulgar, excelentes clínicas clandestinas ).
Mas deixa de ser degradante se essas clínicas forem autorizadas, ou se o Estado se transformar em abortadeira paga pelos nossos impostos.

Acham, além disso, que, se tivermos sensibilidade, devemos ser pela vida com o mínimo de qualidade , questão que se resolve eliminando a vida pelo aborto; o que, comodamente, nos dispensa de tratar da respectiva qualidade.

Acham, pois, finalmente, que qualquer grávida, mesmo sem consulta à astróloga Maya ou às entranhas das aves, sabe logo, desde a concepção, se o seu filho vai ser feliz, ou infeliz a ponto de desejar não ter nascido.

E julgo que a si próprios se acham com bastante maior sensibilidade do que a saudosa Teresa de Calcutá, que, trabalhando entre os mais pobres do mundo, aí mesmo recusava e condenava os abortamentos.
Os do “sim” são uns românticos da velha estirpe.

7:48 da tarde, fevereiro 05, 2007  
Anonymous Diogo Morais Barbosa said...

Maior desespero que o da Alice Vieira é que não existe. Então não é que a senhora disse que estavamos perante uma COISA HUMANA?? mas o que é isto?
Neste contexto, achei o debate do dia seguinte, na sic noticias, muito mais esclarecedor, porque ao menos aí não se teceram afirmações impressionantes como a desta senhora. Ao menos ai as pessoas do "sim" admitiram que se estava perante uma vida, mas uma vida que não era bem vida, era uma vida inferior, talvez fosse isso.
Meus senhores, a mim não me interessa se os debates correm bem ou nao. Não gostava é que se chegassem a afirmações como as daquela escritora. COISA HUMANA? MAS O QUE É ISTO? ou é coisa ou é humana...as duas coisas é que não dá. O que vale e que a senhora não falou mais ate à terceira parte.
Agradecia sinceramente resposta, embora não acredite que va haver. Esclarecam-me, por favor, o que é uma coisa humana, ou o que é uma vida que ainda não é vida. E, por fim, se as dificuldades da mãe justificam que se ponha em causa o direito fundamental do SER e não da COISA humana.

10:26 da tarde, fevereiro 05, 2007  
Blogger Eduardo Pinto Bernardo said...

Caro Diogo, foi a Lídia Jorge, não a Alice Vieira. Claro que atis declarações foram infelizes, muito infelizes até, mas nunca me viu a dizer o contrário.
Depois eu só escrevi o que escrevi neste post porque acho que progrmas como o prós e contras não são bons para elucidar as pessoas. São tantas pessoas a tentar intervir em cima das outras, a tentar contradizer as outras ao mesmo tempo que elas falam que as pessoas se estão confusas ainda mais vão ficar.
Concordo consigo, o debate do dia seguinte foi muito mais interessante e civilizado.

10:46 da tarde, fevereiro 05, 2007  
Anonymous Maria Gantes said...

Definitivamente estes debates só servem para aqueles que já têm a sua opinião formada, confirmarem as suas proposições. Sou pelo Sim e para mim, nos dois debates ganhou o Sim..o Não confundiu e encontra-se num marasmo que agora tem necessidade de criar uma saída "penal" em que a mulher não vai presa, mas é castigada...eu sugeriria mesmo ao Dr Bagão Felix que se deveria entregar a cada mulher que praticou o Aborto um pequeno chicote para se auto-flagelar... a proposta parece-me mesmo medieval!!!
Quanto ao sr Diogo Morais Barbosa, se não conhece as escritora, não refira o nome delas: Alice Vieira é uma escritora, e Lidia Jorge é outra...são ambas pelo Sim, é verdade, mas quem proferiu a expressão "coisa Humana" foi a Lidia Jorge...é verdade que a maior parte dos intelectuais dão a cara pelo sim...até mesmo a Agustina Bessa Luis

10:53 da manhã, fevereiro 06, 2007  

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