quarta-feira, dezembro 13, 2006

Estudo

A Associação Portuguesa para o Planeamento Familiar vai apresentar hoje um estudo sobre a prática da IVG em Portugal. Um resumo do Estudo pode ser lido no link já colocado, enquanto não é publicado na sua página oficial.
Acho que vale a pena ser lido, porque inclui números, que embora não sejam uma completa novidade, devem ser reflectidos para a construção de um debate sério sobre a IVG em Portugal. Porque é disso que se trata, não do que se passa em Espanha, França, Estados Unidos, etc etc etc... É de Portugal que se trata, e era bom que todos se lembrassem disso.

2 Comments:

Anonymous António Rufino said...

No meu blog fiz o seguinte post:

O aborto é uma realidade.
Eu pensava que todos o sabiam, mas parece que, mesmo com a publicação do primeiro estudo de base populacional do aborto, alguns defensores do Não continuam a preferir enterrar a cabeça na areia. Na sua deturpada forma de ver as coisas, como o estudo foi pedido por uma entidade conotada com o Sim, não é credível, e portanto os seus resultados não existem.
Elucidação a essas - conscientes ou não - avestruzes: o aborto existe.
Eu admito perfeitamente que haja enviesamentos decorrentes da parcialidade de quem pediu o estudo. Mais, estou convencido de que eles existem (embora provavelmente se anulem com os enviesamentos contrários decorrentes do factor vergonha, mesmo com garantia de anonimato).
No entanto, noto que foram realizadas 2000 entrevistas, segundo a ficha técnica em condições que permitiram, minimamente, a quem já tinha abortado sinalizá-lo sem se sentir exposta. Noto também que, para a dimensão da população portuguesa, 2000 entrevistas é estatisticamente muito relevante, como prova o reduzido intervalo de erro.
Sendo assim, eu posso admitir que não haja 350.000 mulheres que já tenham feito um aborto. Posso admitir que haja muitas menos. Mas se forem 200.000, ou 100.000, mesmo assim a dimensão do fenómeno é enorme e o problema continua a ser extremamente sério.
Agora, proclamar que, como o número poderá estar inflacionado é o mesmo que ele ser zero, como já fez a associação de nome caricato que pretende defender as famílias "numerosas", isso é intelectualmente desonesto.
Para esses, nenhum número, nenhum estudo nunca servirá, pois no seu mundo debaixo da areia eles não fazem sequer sentido. Deveríamos pensar em chamar-lhes "negacionistas"...

2:40 da tarde, dezembro 14, 2006  
Blogger Eduardo Pinto Bernardo said...

António: Muito obrigado pelo seu testemunho. tomei a liberdade de fazer um link para o seu blog na nossa lista de blogs pelo Sim.
Acho que tem toda a razão. A verdade é que ainda há uma semana um estudo encomendado pelos senhores do Não à universidade Católica tinha toda a credibilidade, estranho não é?
Pois. eles que respondam.
Cumprimentos

8:27 da tarde, dezembro 14, 2006  

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