sábado, janeiro 06, 2007

Isto numa Leda Manhã de Sábado

Falemos de dinheiros. Quem subsidia quem? Que entidades apoiarão o SIM e o NÃO? Haverá apoios externos aos movimentos constituidos? Será que ambas as facções terão as mesmas oportunidades?
Pelo que tenho visto, de forma alguma a resposta pode ser positiva, à última questão colocada. O que digo facilmente pode ser comprovado fazendo bom uso do globo ocular. Já são vários os outdors com expressões como "Abortar por opção sabendo que já bate um coração?", eu próprio fui abordado por um par de individuos (que só avisado pelo meu colega e blog percebi que eram apoiantes do NÃO) que traziam consigo vários panfletos para defender aquilo em que acreditam.
Isto já vi.
Para a gritante falta de contraditório "oferecida" ao SIM só encontro, portanto, uma explicação: uma vez mais, como em tantas outras ocasiões, o poder económico, seja ele proveniente de onde for, pode decidir uma questão social, de consciência e fulcral para o desenvolvimento de uma nação. Não concordo que tal possa, sequer, ser pensado. Provavelmente, pensado não é, mas feito...será de certeza.
De resto, o argumento económico tem vindo à baila. O novo movimento pelo NÃO, criado por Lobo Xavier e Matilde de Sousa Franco já o invocou. António Borges, bem como a vereadora do CDS em Lisboa, Maria José Nogueira Pinto também. Isto não pode deixar de ter alguma piada. São precisamente estas pessoas, que defendem estes movimentos que mais meios dispõem para tentar ganhar a campanha.
Talvez fosse mais informativo o post se tivesse sido escrito pelo epb, visto que pertence a um movimento organizado e recebe mails amiúde para angariações de fundo. Escrevi-o eu porque, para além disto, deste desequilíbrio monetário, soube que o P.M, que insistiu num referendo, coerentemente, não vai estar em Portugal no início da campanha, estará na China. Não sei, sinceramente, se a participação dele seria boa ou má. Talvez boa, porque tem elevados níveis de aceitação, perante a opinião pública. A questão é perceber porque é que este porta-bandeira do tema IVG se "vai baldar" ao raiar da discussão pública a sério.

3 Comments:

Blogger esparguete_juridico said...

pois clara ferreira alves disse com daniel oliveira a mesma coisa...é curioso im...mas eu acho curioso é que todos sim e não desviem um pouco a questão central da pergunta feita para juizos de regulamentação que ainda terão de vir dps ou n? secalhar sou só eu que acho...

11:49 da manhã, janeiro 07, 2007  
Blogger Eduardo Pinto Bernardo said...

esparguete jurídico:
Deixa-me responder-te. A regulamentação é essencial neste caso. Já se tem falado aqui dela e é óbvio quue não é dela que se discute neste momento, mas sim do sim ou do não no referendo.
Mas parece que há pessoas que já conhecem a regulamenteção estabelecida, ou pelo menos tentam dar a conhecer que conhecem. E ao fazê-lo estão a desvirtuar completamente a discussão essencial. Sendo assim tem que haver alguém que esclareça as pessoas sobre o que se discute. Nós tentamos fazê-lo, mas ao mesmo tempo vamos avançando os nossos pontos de vista sobre a regulação que se seguirá, mas tentando não nos afastarmos do essencial: Sim ou não à despenalização da IVG, sim ou não ate às dez semanas, sim ou não por opção da mulher, sim ou não num estabelecimento de saúde legalmente autorizado ( onde entra a questão do Público vs Privado)
cumprimentos

12:32 da tarde, janeiro 07, 2007  
Anonymous Anónimo said...

O próximo referendo vai ser o casamento de homossexuais, qualquer dia não há seres humanos neste planeta.

4:36 da tarde, janeiro 19, 2007  

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